[ com vista a verem o report com a formatação correcta aconselho a utilização do browser Mozilla. Download free em http://www.mozilla-europe.org/pt/firefox/ ]
Então cá vai.
A viagem começou comigo e com Mara, no dia 23 de Abril, e à hora prevista e depois de um check in super rápido (apercebi o porquê da rapidez depois de já estar no avião) embarcámos à hora marcada no vôo TAP TP103 rumo a Newark. Avião A330 – CS TOI com monitores individuais que davam os filmes que o pessoal de cabine escolhia, isto é, não havia o sistema de entretenimento que já encontrei em outros A330 da TAP, um dos canais da TV era a câmara que ia no nariz do avião o que foi giro para ver a descolagem e aterragem em NY.
O avião ia a cerca de 30% de capacidade, ao ponto das filas centrais irem quase todas vazias e de ter havido bastante gente a aproveitar o espaço para dormir durante a viagem esticada nessas filas. As refeições e o staff a bordo foram bastante agradáveis e mais uma vez só posso dar boa nota à TAP.
O tempo para preparar a viagem havia sido diminuto e tive de aproveitar todos os segundos para reunir a informação fulcral e decidir cada minuto do que ia fazer na cidade (tinha medo de ter coisas demais para ver e de andar perdido e de não aproveitar convenientemente tudo o que poderia ver)
Os relatórios acerca de Nova Iorque daqui do fórum + dezenas de mails de amigos com dicas de restaurantes, espectáculos, sítios a visitar, etc e o guia AMEX iam comigo em papel e passei a totalidade da viagem de avião a sublinhar e a separar o trigo do joio no que toca a toda esta informação. Informação a mais só confunde.
O Mau do voo foi apenas um casal de luso americanos com uma criança de uma falta de educação impressionante que qd outros passageiros estavam a dormir, passageiros desconhecidos, ia gritar-lhes aos ouvidos e ria que nem uma perdida. Mas pior ainda é assistir aos pais a rir também. Houve intervenção do pessoal de bordo e apesar de aparentemente os pais não perceberem o que o puto tinha feito de mal, indignados lá mandaram calar o c***** do puto (pormenor, falaram português a viagem toda, quando foram repreendidos pela tripulação passaram a usar o inglês como língua).
O vôo acabou por chegar cerca meia hora antes da hora prevista. (algumas fotos dos aviões na placa de Newark)
tentem arranjar um lugar à janela do lado esquerdo avião é esse o lado que fica Manhattan e poderão ainda no avião começar a ter uma vista brutal da cidade . depois do desembarque, houve lugar à formalidades alfandegárias que demoraram cerca de uma hora, e após isso toca a levantar a malas (o pessoal de terra TAP no aeroporto estava presente in loco para prestar assistência para quem precisasse). Levem e tragam as malas de viagem de porão sem códigos ou cadeados com o código posto, pois em caso de dúvida abrem e "rebentam" a mala para verificar o que lá vai dentro.
Depois da mala e de tudo pronto havia que saber onde partiam as carrinhas de nove lugares que me iam levar para a big apple. perguntei a um rapaz onde se apanhavam os shuttles e ele nem hesita... responde em Português (era de Coimbra e estava em Newark à 15 anos) e dá-me uma ajudaça para encontrar o terminal das vans. O terminal das vans é dois pisos abaixo e no mesmo balcão só têm de escolher qual a empresa que queriam usar. Existe a empresa Shuttle e a SuperShutle, eu escolhi a segunda porque era super...
TRANSPORTE PARA MANHATTAN DESDE O AEROPORTO As possibilidades de transporte do aeroporto para Manhattan eram: Van (ou shutlle) que são carrinhas de nove lugares que te deixam à porta do Hotel, autocarro, limousine ou taxi. O autocarro vai até Port Authority ou Grand Central station e depois temos de ir por meios próprios até ao Hotel, o taxi e a limo eram mais caros e achei que não valia a pena, pelo que, fui de shuttle.
Cerca de 45 minutos depois de entrar na van e depois de ter deixado outro casal de passageiros noutro hotel (elas escolhem os passageiros que vão em cada carrinha pela proximidade de hotéis) deixaram me à porta do meu Hotel e logo aí comecei a ficar surpreendido.
HOTEL O Hotel tinha boa pinta, tinha ouvido falar tão bem e tão mal de alguns Hoteis em NY que estava desconfortável com o que me podia esperar. A 1ª opção havia sido o intercontinental the barclay http://new-york-barclay.intercontinental.com/ , mas qd reservei estava lotado e fui para segunda opção, o Park Central, em plena sétima avenida, no cruzamento com a 55th. http://www.parkcentralny.com/ .
A entrada e lobby tinham uma excelente pinta e comecei a entusiasmar-me, os turistas também tinham boa pinta (havia muitos japoneses, o que para mim costuma ser um indicio de boa qualidade das instalações devido ao poder de compra nipónico), faltava apenas ver o quarto... esta era a pior parte, tinha lido tanto no trip advisor (http://www.tripadvidor.com ) que nem sabia com que contar (Hotel está classificado em 165º entre os cerca de 500 Hóteis de Manhattan). Subo ao quarto e voilá... era grande, limpo, arrumado, com boa vista para o Carnegie Hall, mesmo em frente ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnegie_Hall ), para Central Park do lado esquerdo e Times square do lado direito, tinha não uma mas duas camas de casal, uma casa de banho com banheira (estava à espera de poliban), fichas de carregamento por USB (o que deu um jeitão) e normais e um plasma gigante. Estranhei uma coisa, não havia mini bar no quarto. mas havia frapês no quarto, máquina de gêlo em cada piso e várias máquinas de vending automáticas ao lado das máquinas de gelo de cada piso ( vendiam desde snacks a moet & chandon). Percebi que os Hoteis em NY não têm por norma minibar no quarto (pelo menos pelas infos que apurei)
Eram cerca de 5 da tarde e saímos passados minutos para começar a explorar. 7 noites lá e havia tanto para ver. Andámos, andámos, andámos e só nos apercebemos do que andámos quando começámos literalmente a ficar fracos (com direito a tonturas e tudo). Eram 8 da noite, o sol já se tinha posto e tínhamos mesmo de encontrar sítio para jantar (que é coisa que não falta por lá).
Caminhámos para o hotel, mas a fome era tanta que não resistimos e nem ao Hotel chegámos para ver os contactos dos restaurantes tínhamos em papel… a solução foi o Hard Rock café de Times square (http://www.hardrock.com/locations/Cafes ... IBenumID=3 ). A opção foi primária, e apenas com vista a matar a fome sentado e com comida de prato de modo a evitar a junk food pelo menos sempre que fosse possível.
Imagem do catálogo com Hard Rock's de todo o mundo e onde está em destaque o de Lisboa
Devo dizer que gostei. Bom serviço, boa localização da mesa, óptima comida e sobremesas, boas mas caras Margaritas (+- 80 dlrs já com tip para o empregado que era fantástico e esteve sem exagero mais de 20 minutos a dar-nos dicas da cidade).
Repostas as energias, deu para tirar dezenas de fotos em times square, visitar algumas lojas e por volta das 11 voltar ao Hotel, contas feitas amanhã era outro dia e em Portugal aquela hora eram já 4 da manhã. Havia que descansar.
Dia 2 – sexta feira
Este era o único dia planeado desde que saímos de Lisboa, estava predestinando desde que íamos passar o dia inteiro nas compras! Sabíamos que o transporte para o Outlet fora de NY onde íamos passar o dia estava disponível na Port Authority (625 8th Avenue, New York, NY 10018) logo pela manhã. Havia imprimido mapas do Google com as indicações de como lá chegar desde o Hotel. De autocarro, metro e por descarte de consciência, a pé.
Antes de sair fui à recepção do Hotel para tirar algumas dúvidas e encaminharam-me para o concierge, que para surpresa minha era uma agência informativa, terminal de vendas de bilhetes, desde shows a museus, marcação de restaurantes, etc. A cara por detrás do balcão era uma simpática brasileira e acabámos por comprar ali os bilhetes para o autocarro que nos levaria ao outlet ($42 pax).
Pequeno almoço numa qualquer Deli (pastelaria/café/snack bar) da 7ª avenida, e fomos desde o Hotel até ao terminal de camionetas a pé (+- 20 minutos). O Outlet escolhido foi o Woodbury common (http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=7 ) que fica a cerca de uma hora de autocarro. SIMPLESMENTE ÚNICO.
Para quem quer comprar roupa e calçado, aconselho vivamente. Os preços são realmente Brutais e tem todas as lojas lá, de GAP a Levis, de Fendi a Ferragamo, de Boss a Ralph Lauren, vejam o site e caso decidam ir, inscrevam-se na secção Vip Shop e imprimam os cupões de desconto. Estes cupões custam 10$ pax quando comprados na altura de compra do bilhete do autocarro. Aconselho o outlet se quiserem comprar muita roupa ou calçado!
O Outlet é gigante (não há nada comparado em Portugal – imaginem 5 freeports ou camperas juntos), portanto preparem-se para um dia de canseira.
Haviam-me avisado para levar uma mala de viagem vazia para trazer as compras, que aquilo era uma perdição, que me ia passar, bla bla bla. Não levei mala de mão do hotel e… acabei por ter de ir à samsonite no outlet comprar uma mala de viagem pois já não sentia as mãos devido aos sacos de papel e pela quantidade de compras achei que já não ia caber nas malas que tínhamos levado de Portugal.
Nota: o meu bilhete de avião permitia duas bagagens de porão por pessoa com 23 quilos cada, não sei se são todos assim e em todas as companhias. Informem-se de modo a que não tenham de pagar excesso de bagagem!
A ideia era despachar todas as compras num só dia e nos outros dias esquecer compras, libertando espaço para o resto.
aspecto do outlet
reparem na unhas desta Senhora que encontrámos ao almoço
O preço dos restaurante em NY é por vezes uma ilusão, reparei que comer em sitos da moda, com chefs famosos ou donos famosos era por vezes mais barato do que ir onde vão as massas. Não hesitem em pedir os menus na entrada e ver os preços antes de se sentarem. Não é por os clientes estarem bem vestidos ou haver limos à porta que é mais caro!
Dia 3 - sábado
A noite anterior não tinha dado pra descansar, deitámo-nos tarde e acordei de manhã com a cabeça esquisita (secahar foi do vinho… ) mas o acordo entre mim e a Mara era… vamos andar até poder, dormir o menos possível, e ver o mais que conseguirmos. Acordámos por volta das 7, pequeno almoço no starbucks, passámos na loja de NY na sétima avenida e a 50 metros do Hotel e retirámos algumas dicas para a estadia. Toda a gente deve ir a estas lojas do município (http://nycgo.com/?event=view.article&id=135634 ), são fantásticas, existem uns ecrãs gigantes tácteis que nos deixam viajar por toda a cidade, ver fotos, escolher roteiros, tirar contactos, preços e horários e depois dar ordem para impressão através de um disco que colocamos em cima do ecrã.
Outra ideia aqui era comprar o citypass http://www.citypass.com/city/ny.html ou o Explorer pass http://www.smartdestinations.com/new-yo ... yc-p1.html … ainda não tínhamos decidido as dicas do BrunoVicente foram fulcrais.
No Museu de História Natural e no Metropolitan, 2 dos museus incluídos no citypass, o custo de entrada é apenas aconselhado, de 20 Euros. Isto é, podia até nem pagar nada para entrar. Visto que o CityPass tinha esses dois museus no pack, deixava de compensar a compra deste. Com a ajuda do rapaz da loja oficial de NY, acabei por decidir também não comprar o Explorer pass.
Iria aos museus que me apetecia, mas sem bilhete comprado e sujeitava-me às filas (com pass’s passa-se à frente da fila)… Mas a verdade é que nunca houve filas para nenhum museu. Fila só mesmo para a subida ao Empire State Building, mas coisa para demorar não mais de 20 minutos.
Toda a gente me falou em filas para visitar as atracções mas parece que tive imensa sorte. Ia ou de manhã bem cedinho, ou por volta das 11, ou após o almoço. De qualquer modo se não têm delineado o que querem ver de antemão, os pass’s são uma boa opção, pois incluem as principais atracções.
Daqui seguimos directos para o porta aviões Intrepid (mais uma vez a pé – cerca de 2 kms) mas fomos parados por uma feirinha que se estava a realizar na W42th, foi muito giro andar por ali a comprar pequenos souvenirs e outras bugigangas a preços de saldo…
seguimos para o Intrepid sem mais interrupções http://www.intrepidmuseum.org/ . Para quem gosta deste tipo de máquinas e/ou gosta de aviões é imperdível.
Trata-se de um museu de homenagem à marinha americana, às batalhas aéreas e navais, à conquista do espaço. Tem uma zona muito gira para crianças, pelo que para este público também é bem giro. A visita ao museu + aviões e helicópteros que estão no convés demora cerca de 2,5 horas e após a visita ao porta aviões (onde está a exposição, descemos directamente para o local onde foi colocado o Concorde que em tempos voou para a British airways. Dá para entrarmos no avião e vermos como era esta fabulosa máquina por dentro. O custo de entrada é de 20 dólares pax, mas trouxemos vouchers da loja de NY para vários museus que davam desconto, preço ficou por 18 dólares por pax.
Saímos do museu, bebemos o nosso elixir que era tomado numa rotina horária (Red Bull é claro) e fomos almoçar junto ao cais 83 que fica mesmo ao lado do metros do porta aviões, onde havia umas esplanadas porreiras e sitio para descansar as pernas e comer qualquer coisa. Estavam 33 graus! O serviço do restaurante era lento e durante a minha estadia contei os dias aos minutos e aquele atraso estava a consumir-me!
Comi e arranquei de novo a pé para a Port Authority para a minha primeira experiência com o Metro, pelo meio ainda apanhámos uma manifestação de Tibetanos "FREE TIBET"e "FREE PENCHAI LAMA". As manif devem a ser pior dor de cabeça para os condutores em NY.
Metro O metro em NY é um sistema muito seguro, prático, rápido e relativamente barato. Cada viagem custa dois dólares, mas se carregares o cartão com 7 dólares dão-te 4 viagens, se carregares com 10, dão-te 7 viagens… e por aí fora.
Tinhamos na ideia comprar um livre-trânsito, mas ainda bem que não o fizemos. Optámos por por ir fazendo carregamentos de 10$ sempre que precisávamos. Acabámos por fazer apenas 2 carregamentos durante uma semana.
A cidade apesar de ser grande, acaba por ter muito que ver à superfície e andava bastante a pé. Nas trocas de linha (mudança de cor) as ligações a pé debaixo do chão são por vezes extensas .
ATENÇÃO, O metro tem duas modalidades, o LOCAL e EXPRESS. O local para em todas as estações presentes no mapa, o EXPRESS pára apenas nas grandes estações, as estações que no mapa têm o ponto branco a marcar (as de EXPRESS são também de LOCAL, as de LOCAL em exclusivo, têm um pontinho preto).
Quando entrarem na plataforma de metro (descem para a zona de entrar para o comboio), a LOCAL é a da esquerda e a EXPRESS a da direita. Mas há que ter atenção aos anúncios no sistema de som porque por vezes eles mudam e há comboios locais que passam a expresso durante a viagem (atenção aos avisos dentro das carruagens metro).
Após a primeira vez, ficamos totalmente à vontade e deixa de ter segredos.
A entrada do metro em Lisboa quer se apanhe o metro para sul ou norte a entrada na estação é partilhada, em NY não.
Logo na rua há que verificar a entrada para onde seguir. Uptown, vai para cima, downtown para baixo, há entradas para uptown e downtown logo na rua, pelo que vejam se entram na entrada certa.
O bilhete de metro também funciona nos autocarros que circulam em NY. Eu acabei por não utilizar estes autocarros, mas pelo que percebi são frequentes, seguros e também com leds de aviso do destino e motoristas prestáveis a ajudar.
Quando entrei no metro em Port Authority a ideia era ir directo para o Museu de História Natural, mas o metro a partir de columbus circle deixou de ser local e passou a expresso (mais uma vez atenção – ao fim de semana estas alterações costumam ser frequentes) pelo que tive de saltar da carruagem e encarar mais uns valentes metros a pé.
A ideia era sair do metro e apanhar uma camioneta para fazer cerca de 1km. Ao sair do metro vimos que não iria ser possível, estavam milhares de pessoas na rua e o trânsito estava quase parado. Portanto a opção seria, “subir” por dentro do central a park a pé até ao Museu de História Natural.
Estava demasiado calor na rua e sendo este o primeiro sábado de sol desde à vários meses, NY saiu à rua.
Havia milhares e milhares de pessoas deitadas na relva de CP, a correr, a fazer piqueniques, a andar de bicicleta a jogar frisbee (vejam as fotos). Fiquei pasmado com aquela visão! Havia tanta gente que quase não se via a relva por baixo delas.
O Nova Iorquino gosta de gozar o pouco tempo livre e este é o sitio de eleição para comungar com a natureza. Foi nesta altura que me apercebi porque havia tanta gente no metro com a toalha debaixo do braço…
Chegados ao museu de História Natural (http://www.amnh.org/) por volta das 14:45hr nem bilheteira havia (não percebi se é sempre assim – de qualquer modo o bilhete é no sistema – o que se quiser dar) falei na recepção e disseram-me “hoje já não há bilheteira” e pronto… pego no mapa e comecei pelo planetário no piso -1 com a ideia de ir subindo e acabar no piso dos dinossauros (o último).
O museu fechava daí a 3 horas e tinha de me apressar, sob risco de comprometer o dia seguinte. O museu tem 4 pisos de exposição e as temáticas são relacionadas com a vida e antropologia, composição animal, vegetal e rochosa da terra e do espaço.
Achei o museu simplesmente fantástico! Muito bem organizado, claro, e com uma exposição acerca das alterações climáticas patente à data.
Sem dúvida “o” museu a visitar. A secção acerca da vida marítima, o planetário e o piso dos dinossauros são fabulosos.
Eram já seis quando saímos do museus, os avisos à mais de 15 minutos de que o museu ia fechar e a ideia de ficar fechado no museu como ficou o Adam Sandler em “uma noite no museu” fizeram me querer saltar dali para fora o quanto antes.
Apanhámos o metro, linha amarela, até times square...
Demos mais uma voltinha típica por times square, mais uma fotos, visitámos a loja da M&M’s que lá existe e seguimos para o Hotel.
Pelo caminho passámos pela rua 55 (junto ao nosso hotel). Na noite anterior, na vinda do Bar do Hotel Hudson vimos muita agitação nesta rua ao lado do Hotel. Havia uma fila de limos, música e um aglomerado de pessoas e fotógrafos na porta (adjacente ao Hotel Dream e ao restaurante da noite anterior) . Fomos cuscar e qual não é nosso espanto quando chegamos ao local de onde havia barulho na noite anterior nos deparamos com o “Amalia”.
Isso mesmo Amalia (tal como a fadista), era um restaurante que não percebi se tinha inaugurado ou se havia lá festa na noite anterior. http://www.amalia-nyc.com/... Só o nome já era uma alegria.
Dia 4 - Domingo
O dia iria ser longo. O despertar foi logo às sete da manhã ( o despertar do hotel era a previsão do tempo em gravação) e fiquei logo a saber que o calor mantinha-se.
Fomos tomar ao pequeno-almoço a uma pérola que me tinha sido aconselhada por um amigo. Ao supermercado whole foods em columbus circle. E o meu amigo não estava enganado. O supermercado era um show e uma ajuda imensa nas despesas diárias. O supermercado não era muito grande, mas tinha uma secção própria para venda de pequenos-almoços e buffet a peso para almoços e jantares. A diversidade de coisas para comprar era fantástica e os preços óptimos pelos standards nova iorquinos. Existe uma secção de omeletes feita à tua frente, outra de iogurtes naturais escolhidos na hora e sumos naturais home made. Acabámos por adoptar na maioria dos restantes dias este supermarket para o pequeno-almoço.
Os pequenos-almoços passaram a custar em média 15 dólares.
A zona de comida é aparte do restante supermercado, pelo que, nem se apercebem que estão num supermercado a não quando pagam na mesma caixa. Após as caixas, havia uma zona de mesas para quem quiser poder comer lá. Se conhecem o gourmet do Corte Ingles este supermercado é muito melhor. Tudo muito clean, saudável, eco. Veja o site, e quem sabe pensem em novas ideias de negócio com este site (eu pensei neste conceito em Portugal) http://www.wholefoodsmarket.com/products/bakery.php .
Partimos de metro na linha amarela até ao grand central Terminal e apanhámos a linha verde até perto do museu guggenheim onde começa o dia de visitas culturais:
Guggenheim (http://www.guggenheim.org/guggenheim-fo ... e/new-york ). O bilhete custava 18 dólares, mas trazíamos um voucher de desconto da loja de NY na 7ª avenida e ficou em 16 dólares por pax (o desconto já dava para um hot dog).
O museu é um museu de arte e se não apreciam arte não vale a pena entrarem, eu pessoalmente não sou grande apreciador e só entrei porque a exposição patente era a do kandinsky e eu queria ver a a obra do Sr. Frank Lloyd Whright por dentro. Sinceramente não sei se terá valido a pena os 16 dólares (ou o tempo lá passado), valeu pela obra arquitectónica que julgo que toda a gente deve visitar (o exterior e o lobby são de acesso a toda a gente) mas pela arte propriamente dita julgo que não valerá (para mim que sou um leigo).
Seguimos por volta do meio-dia para o Museu Metropolitan, que se situa também na quinta avenida, mas um pouco mais abaixo. O almoço foi um Hot dog comido À pressa nas escadas deste museu e servido por um Nepalês que conhecia bem Portugal e o Cristiano Ronaldo.
Museu Metropolitan (http://www.metmuseum.org/ ) – Este era o segundo dos museus nos quais a entrada deveria ser paga de acordo com o que se pretendia, entrámos calmamente e sem filas e pagámos dez dólares pela entrada dos dois. Fomos uns mãos largas, porque a ideia era dar 1 dólar cada um, mas não tínhamos notas de 1 nem de 5 e não tivemos lata de pedir troco. Ia com grandes expectativas em relação a este museu e não ficaram goradas. Se gostam de história, este é sem dúvida um museu a visitar. Tem patentes exposições permanentes de colecções de arte e de cultura grega, romana, fenícia, egípcia, arte da idade média, coreana, japonesa, decoração interior e exterior ao longo da história da humanidade, arte índia, maya, inca… enfim, o mundo está aqui concentrado!
Há quem diga que este é o maior acervo de arte roubada do mundo. E muitos países se queixam do roubo de peças de arte aquando das guerras mundiais e de invasões hostis que aqui vieram parar e que aqui estão expostas. O Egipto que tem uma secção dedicada enorme, com dezenas de múmias e sarcófagos e o director do museu de Arqueologia do Cairo exige (coitado) a devolução ao país de origem de várias peças que segundo ele foram roubadas. Tirando estes fait divers é sem dúvida um museu dos que aconselho e onde não dão pela passagem do tempo tantas são as coisas para ver.
Descemos a pé a quinta avenida até ao final do central Park e parámos na loja da Apple da 5ª avenida para ver o mundo Apple. Dica, esta loja tem computadores para uso de internet e testes às máquinas, para quem não leva pc de Portugal e quer aceder à net sem pagar e à vontade aconselho a que dêem aqui um salto. Vale a pena se precisares de aceder à Web. Eu só soube tarde demais e quero alertá-los desde já. Paguei 10 dólares por 1 hora de uso da net no Hotel (pagamento mínimo) e só usei durante cerca de 20 minutos (o restante crédito ficou lá).
Outra dica importante é: em quase todos os cafés (especialmente Starbucks) há wireless grátis para quem quiser. Se levarem computador ou telemóveis com wireless basta este estar ligado que nem precisam de por códigos.
Todos os NY têm computador portátil (todos é exagero)… muitos Mac e poucos pc, e não se inibem de se sentar em qualquer café com o pc à frente a trabalhar ou simplesmente a navegar. Se o Computador em Nova Iorque é MAC já o telefone não é Iphone (viam-se bastantes… mas pensei que a febre seria maior), é Blackberry. Voltando à loja, vale a pena ir ver a loja, o conceito, os aparelhos para teste, e consultar o mail e ver o extracto digital do home banking… porque a cidade é propícia a gastos…
Dia 5 – Segunda Feira
O dia acordou mais uma vez super quente, com temperaturas na ordem dos 30 e poucos graus. E ainda estava no “meu” whole foods a tomar o pequeno-almoço, quando recebo de rajada duas chamadas de Portugal a avisar do surto de gripe suína que estava a surgir no México e que já se tinha propagado ao sul dos Estados Unidos, não tinha ouvido falar de nada e aparentemente estava tudo normal por lá. Nada de máscaras na rua, as TVs não tinham ainda tocado no assunto (mas eu pouco tinha visto Tv), as capas dos jornais não faziam disso primeira página. Continuei a minha vida normalmente porque havia ainda muito para ver. A ideia era começar por apanhar um bus turístico para conhecer algumas zonas da cidade com a ajuda de um guia (apenas em Inglês) .
Autocarros turísticos Existem duas empresas a vender os passeios turísticos pela cidade, com vendedores vestidos de amarelo ou vermelho de acordo com a empresa que representam. Em cada cruzamento da Broadway e da 7ª avenida há vendedores das duas empresas. Os preços das duas empresas são iguais, e os passeios feitos também são iguais, comprei o bilhete a uma delas apenas por simpatia do vendedor (que arranhava o Português).
Paguei 54$ dólares pelo ticket com direito a 4 excursões (downtown, uptown, night tour e brooklin) à excepção da night tour, todos os passeios funcionam no sistema drop on drop off, isto é, nas várias paragens feitas pela camioneta, podes entrar e sair com o mesmo bilhete, o bilhete era válido por 4 dias e podias fazer os passeios as vezes que quisesses. Na prática, deverias fazer um passeio por dia, mas eles não controlam e basta acenares com o papel amarelo e eles deixam-te sempre entrar no bus. A empresa usada foi a grey line (http://www.coachusa.com/newyorksightseeing/ ) que é a dos autocarros vermelhos.
Os guias do Bus são bastante engraçados e dão excelentes dicas para alimentação, compras e são óptimos no que toca a falar de cada rua da cidade. Falam da História, dos filmes rodados em cada rua, onde vive cada celebridade, os preços dos apartamentos e dão muita, muita informação importante e que de outro modo dificilmente obteríamos. Vale a penas, mas… tem a parte má! o autocarro está sujeito ao trânsito e para se fazer a viagem e Times Square até ao Soho (de metro são 10 minutos no máximo) demoramos mais de uma hora, pára nos semáforos, pára nas filas, pára para deixar e receber passageiros, enfim, apesar dos guias serem fantásticos acabamos por saturar um pouco ao ver o tempo a passar e nós ali sentados. Acho que entre a informação absorvida e o tempo que demora, o balanço é muito positivo, e aprende-se muito acerca da cidade.
Fartos de andar de bus, saímos no Soho (http://www.sohonyc.com/) e fizemos a pé a viagem até ao Financial District a pé (http://www.ny.com/sights/neighborhoods/ ... trict.html ), o soho é um bairro que à cerca de trinta anos estava totalmente degradado e com elevadas taxas de criminalidade, e onde as rendas eram baratas, os artistas começaram a frequentar o bairro e a alugar aí casas, as ruas começaram a ganhar vida, a criminalidade a baixar, começou a tornar-se bairro da moda, muito virado para as artes e espectáculo, a classe média começou a mudar-se para aí, as rendas começaram a subir e os artistas tiveram de se mudar para outros locais pois as rendas subiram para valores incomportáveis para eles(agora há muitos artistas em Brooklyn). Vale a pena um passeio pelo bairro, há imensas galerias de arte de alguns artistas experimentais, que apesar de já não viverem no bairro, mantiveram as suas lojas.
Quem quiser comprar pintura, ou escultura, este é o bairro a visitar. No que toca a moda, também é um sitio a visitar, pois também aqui há vários ateliers de designers, uns com nome outros anónimos. O giro do bairro é que faz uma fusão perfeita, entre o bairro tradicional, com as mercearias e os cafés, com lojas modernaças. Muito cool. Podemos encontrar um talho ao lado da loja de um designer de moda famoso… é muito giro! “SoHo in New York City is the most unique shopping area of the world. With everything from art stands on the street to high-end boutiques, SoHo is certain to exceed everybodys' expectationS”
Fomos descendo a pé até chegarmos ao Ground zero (http://www.groundzeromuseumworkshop.com/), mas ainda antes do ground zero, passámos na Igreja de São Paulo (http://www.saintpaulschapel.org/) que fica mesmo ao lado e que serviu de base aos bombeiros que fizeram o resgate e as operações de limpeza aquando do pós atentado. A igreja é neste momento um local de homenagem a quem padeceu no atentado, aos bombeiros, polícias e voluntários que ajudaram no salvamento. Na igreja há vários testemunhos de famílias que perderam entes queridos e que vão aqui regularmente para se sentirem mais próximas destes. De hora a hora há um concerto fechado de música de câmara que ainda puxa mais sentimento. Facilmente se emocionarão quando se sentirem envolvidos naquele ambiente.
Passei ao lado do ground zero pois o espaço continua rodeado de “tapumes” de obra e não se vê nada lá para dentro. O que deu para ver é que continuam a retirar entulho do terreno (julgo que das estações de metro) e que nada está a nascer ainda naquele espaço.
Seguimos para wall street, onde vistamos a bolsa de ny (apenas por fora – não há visitas para turistas http://pt.wikipedia.org/wiki/New_York_Stock_Exchange ) e as centenas de empregados das corretoras, cada um com um casaco de uma cor de acordo com a corretora onde trabalham, a almoçar sentados ao pé da porta ou no jardim que há nas traseiras. Esta é uma constante em NY, os trabalhadores sem do escritório e comem ali mesmo à porta ou no parque mais próximo uma sandes (ou parecido) e rapidamente voltam para o trabalho.
Na zona sul da cidade (downtown), os preços são mais baixos do que na zona norte. Notei isso especialmente em informática/fotografia e em óculos de sol. Não sei a razão, mas lá que era mais barato era.
Ferry para staten island
Seguimos para o Terminal do ferry para staten island (http://www.siferry.com/ ), que ficava alguns metros abaixo e que parte de meia em meia hora com destino a essa ilha. Nesse trajecto começamos a ver centenas, mas mesmo centenas, de carros de polícia, de motos da policia, helicópteros, policia na rua, camiões de comunicações, tudo a andar de um lado para o outro com ruas fechadas ao transito, sirenes ligadas… os automobilistas a apitar, pessoas a refilar… um pandemónio. Começámos a fazer o nosso filme! Era uma evacuação em massa da big Apple porque a gripe suína tinha chegado a NY. Iam colocar toda a gente de quarentena ou declarar a recolha obrigatória (impressionava mesmo a demonstração de força). Mas não… perguntámos a um Yuppie que por ali andava e ele rapidamente me tirou a preocupação dos ombros, uma vez por mês a policia e bombeiros (desde o 11 de Setembro) fazem simulações e exercícios de simulacro por toda a Manhattan, aproveitou par dizer que não passava de show off e que devia estar tranquilo.
Durante esse dia e noite as sirenes seriam uma constante na cidade por todo o lado. Chegámos ao terminal de ferry passados minutos e seguimos até staten island. Visto que não tínhamos comprado o city pass (este passeio estava incluído ou só o bilhete para ir à ilha da estatua da liberdade (bilhete para ilha da estátua + museu da emigração custava 12 dólares) decidimos optar por este meio de ver a estátua. E acho que apostámos no cavalo certo.
Tinham me avisado que a ilha da estátua estava sempre repleta de turistas e acima de tudo que o museu da emigração aceitava visitantes até apenas a meio da tarde. Um ncasal brasileiro no dia anterior em conversa tinha-se queixado do tempo perdido em filas de na ilha da estátua não ter tido sequer espaço para tirarem fotos só os dois e de não ter sequer conseguido entrar no museu.
Como já passava da hora de almoço, arriscava-me a pagar e não conseguir ir ver o museu (era o que mais me interessava) optámos, e ainda bem, pelo ferry. O ferry passa a cerca de 40 metros da estátua, pelo que o sítio ideal para tirar boas fotos À estátua da liberdade. De tirar fotos com a estátua por fundo, de pedir a outros turistas para nos tirarem uma foto com a estátua em fundo para recordação, etc. Julgo que pelo preço (zero euros) é de aproveitar este ferry. Pensei eu assim e pensaram cerca de 90% dos turistas que iam no barco.
Atenção, ao entrarem em Manhattan no ferry vão logo para o lado direito do barco, é desse lado que estará a estátua e há que conseguir um lugar à varanda pois toda a gente vão querer ficar ali para ver a estátua. À vinda venham do Lado esquerdo. A viagem dura cerca de meia hora e chegado a staten island, foi apenas correr para o terminal de partida para apanhar o mesmo barco e podermos voltar logo nele para NY. A vista da cidade e da estátua valem claramente o passeio.
Chegados de novo a Manhattan e a terra, demos um passeio pelo Battery Park onde está um (mais um) memorial ao 11 de Setembro http://en.wikipedia.org/wiki/Battery_Park_(New_York) , neste caso, um globo gigante que estava no átrio das torres e que foi recuperado dos escombros. Encontra-se ali danificado e tal e qual como foi encontrado nas operações de remoção de escombros. Seguimos para o UNITED STATES BANKRUPTCY COURT (muito em voga hoje em dia) e apanhámos aí de novo o Autocarro de modo a poder fazer o resto do downtown tour.
Parámos no south sea port para almoçar, comer um geladinho, ver as vistas e apanhar o bus que fazia o tour pelo Brooklyn.
Estávamos à espera do autocarro para o Brooklyn e vemos vários autocarros fechados (não descapotáveis) a chegar e com as janelas abertas. Estavam 35 graus, vemos sair de lá toda a gente a abanar-se e a soprar. Entramos, vemos que não havia AC no autocarro, estava um forno ali dentro e assim como entrámos, saímos. Não sei se o problema era daquele autocarro ou se é geral, mas estar durante duas horas com aquele calor não era sequer razoável.
Perguntámos ao motorista do bus do tour downtown que estava parado se daquele bus se via a ponte de Brooklyn (apenas para tirar fotos) e o caramelo insistia que para parar tinha que ir para o outro autocarro que ia para Brooklyn, e eu insistia que não queria parar, só queria saber se se via, e ele insistia que tinha de ir para o outro num tom alterado. Finalmente a guia lá sanou os ânimos e mandou o caramelo para o volante (mais tarde veio pedir desculpa pela forma como o sr. falou).
Já era tarde para começar a ver Chinatown e Little Italy e decidimos que seguiríamos no bus até a Midtown à paragem do waldorf astoria – este hotel só nos filmes é que tem glamour – por fora está preto da poluição da cidade e fica numa rua bastante escura devido às torres que a compõem. Outro Hotel (o que tinha sido a 1ª opção e estava cheio) O intercontinental the barclay também se revelou uma desilusão para mim ( e ainda bem). Definitivamente se forem para Manhattan apostem na zona de Times square para norte/este ou na envolvente do central park de um lado ou de outro (opinião pessoal).
Passeio a pé para tirar umas fotos e ver mais... lojas...
pormenores do Chrysler Building
Seguimos para mais uma atracção na shortlist, o empire state buiding.
empire state buiding
http://www.esbnyc.com/index2.cfm?noflash=1 – A entrada nesta atracção custa vinte 20 dólares pax, e foi o único sítio onde apanhei alguma fila, não na bilheteira, mas para os elevadores. A ideia e o conselho que deixo é para irem ao final da tarde para verem o por do sol. Eu fui por volta das 6 e tal, com fila e atrasos na subida, chegámos lá acima mesmo a tempo de tirar meia dúzia de fotos e de ver o por do sol. É realmente muito alto e vê-se realmente longe (o dia estava óptimo para ver paisagens pois não havia sequer neblina). Dá para ver a real dimensão dos arranha céus e perceber a dimensão da big Apple.
Nota: vão reparar que ao subir de elevador, os ouvidos irão começar a estalar com as diferenças de pressão, tal e qual como num avião, só que mais violento ainda. Primeiro subimos até ao andar 80 e depois apanhamos outro elevador até à “varanda” do andar 86. Existe a hipótese de ir ainda mais alto (pagávamos mais 10 ou 15 dólares) e íamos para a estrutura da antena que está no topo do edifício. Eu achei que o 86 era mais que suficiente.
Dia 6 – Terça-Feira
A visita a China Town havia ficado prometida no dia anterior e partimos logo cedo (depois do whole foods) e na linha azul de Columbus circle para canal street (daí íamos a pé) tínhamos os bilhetes de autocarro, mas devido ao tempo que demorava a lá chegar optámos por ir de metro.
Chegados a ChinaTown, apanhámos aí uma das desilusões da viagem. Muita gente irá gostar deste local pelo exotismo, mas eu sinceramente não achei piada nenhuma. Chinatown (http://www.explorechinatown.com/) é como o nome o diz um bairro... um bairro chinês. originalmente construído no século 19 e que albergou a primeira remessa de emigrantes chineses em busca do sonho americano.
O bairro é bastante confuso, com ruas pilhadas de chineses, bancas de rua a vender desde fruta a hortaliça, montras com comida pendurada, peixarias a céu aberto com um cheiro duvidoso. Enfim, uma extensão enorme de ruas, onde vivem milhares de pessoas de origem chinesa.
Em cada esquina há um chinês a falar-te baixinho e a dizer “bags bags” “rolex rolex”, assim que deres resposta, levam-te para uma zona menos povoada do bairro para te mostrar o produto.
Os espanhóis é que se arregalavam com isto e era ver aos grupos de espanholas deliciadas a comprar malas da Louis Vuitton por 50 dólares ou Rolex por 70 dólares. Será que as pessoas não percebem que as imitações são fáceis de identificar e que uma mala Louis Vuitton e um Rolex em conjunto com um Fiat Uno de 1997, não batem certo. é que alguma coisa bate mal ali… (não tenho nada contra os Fiat Punto).
Enfim, basicamente o que muito turista lá vai fazer, é procurar contrabando. Gostei de ver as diferenças de cultura (não conheço a Ásia pelo que o choque foi “total”) mas foi mesmo só isso, gostei de ver o diferente, o “very tipical”, mas não é sítio que me tenha agradado especialmente. Apesar de parecer que os chineses estão sempre a olhar para ti, é uma zona tão segura quanto as restantes da cidade. Logo ao lado está Little Italy, que cada vez é mais little, uma vez que algumas zonas que pertenciam a este bairro estão a ser “ocupadas” por chineses. Chinatown está cada vez maior e Little Italy está cada vez mais Little.
Passeámos por lá mas visto que ainda era cedo para almoçar, ainda descemos até uma zona de downtown que não tinha conhecido bem no dia anterior, a zona do city hall, do supremo tribunal (United states court House http://en.wikipedia.org/wiki/New_York_Supreme_Court ) e algumas lojas de electrónica que ficavam mesmo ao pé do City Hall. Electrónica Foi aqui que encontrei os preços mais baratos para máquinas e objectivas, mas ao contrário do que achava, não há nenhuma lente que compensasse comprar lá. Isto é, compensavam quase todas, mas por uma diferença de 10 ou 20 prefiro comprar em Portugal.
Quando já estávamos em caminho ascendente eis que nos deparamos com uma filmagem (coisa que foi comum daqui para a frente). Perguntamos o que se estava a filmar (devia ser peixe graúdo porque havia montes de paparazzi ali) e eis que senão quando… era a Betty Feia (http://abc.go.com/primetime/uglybetty/index?pn=index ), que foi super simpática no pós filmagem e ficou admirada qd dissemos numa curta conversa que éramos de Portugal (acho que nunca tinha ouvido falar de Portugal e julgo que não fazia a mínima ideia donde era ou o que era). Muita foto e seguimos para uptown.
Linha verde até grand central station (http://grandcentralterminal.com/) e voilá… de novo em Midtown.
Já que estávamos perto Aproveitámos e fomos visitar a biblioteca de NY http://www.nypl.org/ (aquela que aparece constantemente nos filmes).
Este era um dos points obrigatórios da nossa short list de viagem, a biblioteca é de entrada livre e lá dentro não se podem usar flash’s das máquinas fotográficas. Para além das gigantes salas de leitura (que aparecem regularmente nos filmes) existem várias peças de museu ali guardadas. P ex: Uma bíblia com impressão original de Guttemberg.
Não é demorada a visita e vale a pena. Tirámos algumas Fotos na entrada (é um dos cenários do filme GhostBusters) e seguimos para um final de tarde de compras ali mesmo na 5ª avenida (http://www.nyctourist.com/shopping_fifthave.htm ) com passagem pela St Patricks Cathedral (também na 5ª avenida.
Apesar do dia inteiro de compras no outlet, havia ainda coisas a comprar e que só aqui na estavam disponíveis. Algumas lojas que queríamos visitar apenas aqui existem, e no outlet só havia roupa e acessórios para a casa. Pelo que, qq outra compra teria de ser feita em Manhattan. Nesta avenida concentram-se as lojas de de maior prestígio, juntamente com lojas da H&M ou Zara.
Há de tudo e para todos os gostos e bolsas…
Noutro género mas igualmente única, era a loja da abercrombie & fitch (http://www.abercrombie.com/anf/index.html ) uma loja de roupa para teens que veste facilmente pessoas até aos 50. Mais um conceito que me ficou na ideia para importar para Portugal. Tinham-me avisado da existência desta loja, daí eu ter ido visitá-la (é um mundo à parte) julgo que perder 5 minutos aqui (eu perdi bem mais porque decidi fazer umas comprinhas) vale bem a a pena (esta loja não existe no outlet – acho que em mais lugar nenhum). A Loja da Disney também merece uma visitinha.
Daqui partimos a pé para a sede das Nações Unidas, sem o intuito de entrar (tem um museu e há visitas guiadas http://www.un.org/tours/ ) e acabámos oficialmente o dia de visitas a tirar fotos e a relaxar no pequeno jardim em frente à sede da ONU (para quem não sabe… a antiga casa do Freitas… se repararem ainda vão ver os lençóis que a mulher dele deixou estendido no último piso
Voltámos até à grand Central Station para apanhar o metro (linha amarela) que nos levaria ao Hotel e a alguns minutos de descanso antes de partirmos para o Mamma mia.
Após o jantar íamos a pé para o Hotel, mais mortos que vivos mas deu-nos uma nostalgia do género, até podemos rebentar mas temos de andar mais porque daqui a duas noites já não há nada disto. Fomos novamente até Times Square (que nessa noite foi invadida por vendedores africanos de malas e relógios como em ChinaTown mas estes quando viam a policia pareciam toupeiras a desaparecer), fomos comer um sundae e conhecer o “restaurante com melhor vista de Times Square”… o McDonalds. É fantástica a vista que temos deste restaurante onde a refeição custa 7 dólares! Achei impressionante a visão da sala do 2º piso do restaurante. De todos os sítios onde jantei este seria de longe o que tinha melhor vista.
Dia 7 – quarta-Feira
Finalmente a temperatura tinha caído, numa noite passou de 35 graus para 16 graus. Preparem-se para amplitudes térmicas grandes e vão agasalhados. Apanhámos o bus (GREY LINE já pago) e seguimos para Norte para o passeio com guia a uptown. Apanhámos o bus junto a columbus circle ( ao lado do whole foods) e fizemos o passeio todo sem sair do bus (em uptown há menos trânsito)
Fomos ouvindo as explicações da guia e acompanhando a viagem como se de um filme se tratasse, à direita a ponte onde filmam as perseguições policiais dos filmes, à direita o set de filmagem do CSI Nova Iorque, à direita o cotton club (http://www.cottonclub-newyork.com/ ), à esquerda o Apolo theater (http://www.apollotheater.org/ ), à direita o cenário do filme gangs de Nova Iorque, à esquerda o Rio Hudson onde se tinha despenhado o Airbus da US Airways (http://www.msnbc.msn.com/id/28678669/ ) , depois a mesquita onde Malcolm X (http://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_X ) pregava a sua crença politica e religiosa. Muito giro este passeio, mas quanto a mim em UPTOWN é preferível andar no Bus pois não há tanto para ver como em DownTown (digo eu…).
Saímos em frente ao Guggenheim e atravessámos o central park a pé (http://www.centralpark.com/ ) com paragens para assistir a concertos junto à fonte central, ver um jogo de Basebol amador, andar de barco, ficar na relva a ouvir os pássaros e finalmente chegar aos strawberry fields (http://strawberryfieldsnyc.com/) onde o silêncio reina e os amantes da paz e da filosofia de John Lennon (http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Lennon) param para meditar, cantar, chorar, atirar flores, acender velas. É um sítio bastante emotivo… que vale os minutos que por lá perdemos.
Acabámos por ir ter de novo a columbus circle e descemos novamente a little italy, desta vez com fome e com vontade de comer uma grande Pizza. Parámos ainda no Flatiron Building (http://en.wikipedia.org/wiki/Flatiron_Building) , o primeiro arranha céus de Nova Iorque (ou dos primeiros) e seguimos de novo de metro para baixo (a estação de metro é mesmo junto ao Flatiron e não perdemos mais de 5 minutos para visitar o edifício) .
Este foi o único almoço que fizemos, sentados e com talheres. Comemos na esplanada e com direito a apreciar as tácticas do relações publicas para trazer gente para o restaurante, e mais giro, a disputa entre rp’s dos restaurantea, a enviarem piropos e beijos uns para os outros sempre que conseguem clientes.
Tudo normal até vir a conta e surgir lá um prato que não havíamos pedido. E insistiam que tínhamos pedido e que tínhamos de pagar, até que eu disse que não pagava a conta tal como estava. Lá me trouxeram outra conta com tudo ok e lá seguimos novamente para Norte, percorremos toda a little italy e Chinatown para apanhar o bus para Midtown.
O meu bilhete para o passeio downtown tinha expirado no dia em que o usei, mas não há qualquer controlo nas entradas e se vêem um papel amarelo mandam-te logo entrar sem perguntas e sem controlo.
Fomos ao Macys (o macys é a maior loja do mundo http://www.macys.com/ ) é uma armazém ao género El Corte Ingles, onde há de tudo, em grandes quantidades, para todos os gostos estilos e bolsas. Ocupa um quarteirão na sua totalidade. Eu não quis perder aqui muito tempo e saí assim que pude. Atenção: os turistas têm tarifas especiais. Basta ir ao balcão de apoio no piso 0 e pedir a tarifa turística que te dá 11% de desconto a não residentes. Outra loja com desconto para não residentes é a Bloomingdale’ s (http://www.bloomingdales.com/). Sinceramente não achei estes descontos grande vantagem pois as coisas aqui tendiam a ser mais caras e o desconto era absorvido pela margem da loja.
Mais compras , para o primo, para a tia, mãe, pai, tios, irmãos, etc etc… quilos de tshirts a dizer a I love NY… , mais uns pins e outros gingarelhos para alguém de que nos tivéssemos esquecido e uma decisão de última hora… comprar um Ipod na loja da Apple… é igual aos outros, pouco mais barato que em Portugal, mas era comprado lá. ia ainda comprar uma camera de filmar, uma vez que a objectiva que levava em mente não era nenhuma pechincha!
apartir de meio da tarde fomos para o Museu de arte moderna (20$) (moma - http://www.moma.org/) achava que ia ser mias um museu de arte moderna, mas adorei este espaço. Vi apenas 40% das exposições patentes. Devia ter dado mais tempo para este museu. Aconselho!
Regresso ao quarto e chegava a hora do passeio nocturno de BUS (também incluído no passe de 4 dias da Grey Line).
O guia do night tour (que não tem paragens e dura cerca de duas horas) era o mais louco de todos os guias, tinha perto de 60 anos, era professor de história e tinha uma opinião totalmente subversiva acerca de Nova Iorque, do crescimento e interesses imobiliários, da capitalização bolsista, dos Srs Madoff, dos Rockefeller, dos Macys… das dinastias que fizeram crescer NY e que ainda mantém a descendência à frente da cidade.
Voltámos a ver à noite sítios como o soho, a ponte de Brooklyn, passámos para o lado de Brooklyn pela Manhattan bridge, conhecemos algumas zonas de Brooklyn (pouco, mas para mim o suficiente) e regressámos a times square onde terminou o passeio.
Ah… não se esquecam de marcar o shuttle para vos ligar de Manhattan ao aeroporto no dia seguinte. têm de marcar com um dia de antecedência (isto para quem não marcou pela net – aconselho a net pelo desconto que oferece endereço no inicio do meu report)
O jantar havia de ser no Carmynes (sem marcação) (http://www.carminesnyc.com/ ) , quanto a mim o sítio mais engraçado de todos os restaurantes onde estive. O sítio estava cheio de brasileiros, quer clientes quer funcionários, e o que prometia era doses abundantes de comida, feita de modo caseiro à moda italiana. Tirando todos os pratos de menu, havia dois pratos que me chamaram a atenção. O Hot ou o Cold. Cada um deles era um rodízio de comida ou quente ou fria. Optámos pelo quente e tudo o que me tinham dito estava confirmado aquando da chegada da bandeja, uma dose dava mesmo para 3 pessoas. Têm mesmo de ir a este. Aqui não há a desculpa do preço alto! vão adorar!
Deu para nós dois, sobrou imensa comida porque não conseguíamos mesmo comer mais e queríamos deixar um cantinho para o cheesecake (falaram-me bem do cheesecake do carmine's). Ainda bem que guardei o cantinho, o cheesecake era FABULOSO.
Acompanhámos o jantar com vinho Californiano, e se não fosse o vinho, a conta não tinha chegado sequer aos 50 dólares. Era última noite e uma garrafa deu para pouco mais que as entradas. Perdido por cem perdido por mil. O vinho era tão bom que veio outra. No final o super simpático empregado ainda nos traz uma garrafa de sambuca para acompanharmos os cafés. Não reparei em mais nenhuma mesa com tão distinta oferta.
E fica a recordação da última noite em NY… a rir! Rimos com o Batman que estava na rua em busca de fotos com turistas, com o Spiderman, com a roda gigante do Toys R Us, com os saltos para a foto, foi só rir.
Dia 8 – quinta-feira
O shutlle vinha buscar-nos à porta do Hotel ao meio dia e meio pelo que aproveitámos a manhã apenas para relaxar, passear a pé e sentir a cidade pela última vez. Seguimos para o aeroporto com o Carlos, o motorista uruguaio que viveu em Espanha 11 anos e que conhecia muito bem Portugal.
No aeroporto assentámos na realidade… pessoas com máscaras anti gripe suína, ouvia-se Português de Portugal, o que para nós era uma novidade.
Passados os controlos de segurança (tirar camisolas e sapatos é obrigatório) e lá ficámos na sala de embarque à espera quase duas horas, o que não custou muito pois o tráfego aéreo de partidas e chegadas é bem visível da sala de embarque e deu-me gozo estar 2 horas a ver aviões que dificilmente vejo aqui em Portugal.
O avião arrancou da manga sem atraso, mas que esteve mais de meia hora a taxiar até descolar. Ao descolar percebi a razão do atraso… para trás estavam ainda na fila 19 aviões…
Espero ter sido útil e que vos tenha transportado por minutos para lá. Eu durante a feitura deste reporte estive lá mais uns minutos…








































































































































































































1 comentário:
Olá!
Foi através do Portal das Viagens que vim parar a este teu fabulastico blog...
Estive a ler muito atentamente o report sobre NY, já que vou para lá a 31 de maio próximo :-)
Foi tudo mt elucidadtivo, mas fiquei com uma duvida relativamente ao bus hop on-hop off...falas numa dada altura que ja tinhas expirado o bilhete para o passeio na downtown...Tinha ficado com ideia que dte os dias contratados, se podiasubir e descer em qq lado, ou seja, se quisesse ir á downtown tds os dias incluidos no passe, ele dava...pelo que percebi no teu report, qd se v~e a downtown não se pode repetir, é isso?
Obrigada pelo esclarecimento!
bj!
Alda,
LadyM do PV
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